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Cris Monteiro NOVO
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“Cracolândias” pelo mundo – Como outras cidades encararam a questão?

“Cracolândias” pelo mundo – Como outras cidades encararam a questão?

Infelizmente nos acostumamos a conviver com a Cracolândia como se fosse uma questão sem solução. Afinal, desde os anos 1990, São Paulo convive com esse problema de segurança e saúde pública

São Paulo não é a única cidade do mundo que lida com esse drama. Existem outras “cracolândias”, cada uma com sua característica. Veja como outros países lidam com esse problema e como alguns resolveram o desafio.

Nova York, Estados Unidos:

Na década de 80, o crack também dominou a cidade de Nova York. A região do Bryant Park e a área do Lower East Side eram dominadas pelo tráfico, com cenas de venda de drogas a céu aberto. A cidade resolveu o problema com a política de tolerância zero, que prendia pequenos criminosos para desincentivar o uso e venda.

Amsterdã:

Nas décadas de 1970 e 1980, a venda e consumo de drogas na área de Zeedijk, uma rua no centro antigo de Amsterdã, se tornou um grande problema para moradores e governo local. Mas após uma combinação de medidas de acolhimento, tratamento e uso da polícia para desocupação de ruas e prédios abandonados, a cena foi desmobilizada.

Lisboa:

Nos anos 1990 a cidade portuguesa enfrentava uma onda de consumo de heroína com cenas de uso a céu aberto. Em 2001 o governo alterou a abordagem, encaminhando usuários para atendimento psicológico e social. Dependentes recebiam tratamento e acompanhamento médico. Ampliou-se a oferta de abrigos e centros de reabilitação. Como consequência, o número de pacientes sendo tratados aumentou e reduziu o consumo de drogas.

Skid Row, Los Angeles:

A menos de meia hora de carro das mansões de Hollywood e da Calçada da Fama, a Skid Row reúne a maior concentração de pessoas em situação de rua dos Estados Unidos, cerca de 4 mil pessoas – e metade delas, segundo ONGs locais, utilizam diariamente drogas pesadas.

La Colline, Paris:

No bairro de La Colline, usuários de crack se concentraram nas ruas entre traficantes e outros criminosos. A situação se tornou tão preocupante e conhecida entre os moradores da capital francesa que a região passou a ser conhecida como “Colline du Crack”, ou Colina do Crack, em português.

Além do crack, novas substâncias comercializadas nos EUA estão chegando ao Brasil e se espalhando rapidamente. É o caso do K9 e do Fentanil, conhecidos como “supermaconhas” sintéticas, ou causadoras do “efeito zumbi” – quando o usuário não consegue se mexer ou falar durante o efeito desses químicos.

Só em 2023, já foram mais de 100 jovens internados por conta da droga em São Paulo.

A concentração de usuários e as cenas de uso de drogas em céu aberto não é um problema apenas de São Paulo. Precisamos trabalhar com seriedade e aprendendo como outras cidades encararam o desafio. É importante também prevenir que essas novas substâncias, altamente viciantes, se tornem um novo problema para nossa cidade.

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