Meu Projeto de Lei que institui gestão compartilhada em escolas municipais foi aprovado na CCJ
Já imaginou os alunos de São Paulo estudando em escolas públicas e gratuitas, mas com as melhores práticas da gestão particular? Vou explicar como meu projeto aprovado na CCJ da Câmara de São Paulo pode beneficiar a Educação Paulistana.
Atualmente, a cidade de São Paulo conta com 2.057 creches conveniadas, ou seja, organizações sociais que recebem recurso público para gerir o funcionamento dos equipamentos de primeira infância como forma de garantir o acesso público, gratuito e com mais qualidade à população.
O ensino fundamental e o ensino médio paulistano infelizmente não contam com essa modalidade. E quais são as consequências? O que os estudos demonstram?
Pesquisas feitas nos Estados Unidos em um intervalo de 20 anos (Wallace Foundation), concluíram que boas práticas aplicadas pelo diretor de escola estão correlacionadas com a melhora da aprendizagem dos estudantes em matemática e leitura.
No Brasil, o Instituto Unibanco, selecionou práticas de gestão em colégios brasileiros que adotaram processos de mudanças focados no direito de aprender dos jovens e geraram resultados de aprendizagem com equidade.
Pernambuco se baseou em cases de sucesso das escolas conveniadas de Nova Iorque e criou Centros de Ensino em Tempo Integral, modelo de gestão compartilhada implantado pela Secretaria de Educação junto com o Instituto de Co-Responsabilidade pela Educação (ICE) de 2005 a 2007. A iniciativa diminuiu as taxas de abandono e evasão escolar e aumentou o desempenho dos alunos e o engajamento das famílias.
Baseando-se nas evidências da boa gestão e desempenho dos alunos, Minas Gerais também inovou ao lançar o Projeto Somar. A proposta estimula a gestão compartilhada de escolas estaduais que ofertam o ensino médio, em parceria com organizações da sociedade civil sem fins lucrativos.
Infelizmente, essas boas práticas são exceção no nosso país.
A Secretaria Municipal de Educação de São Paulo tem o maior orçamento entre todas as secretarias, com R$13,7 bi. Mas o município não está entre as dez cidades brasileiras com os melhores índices educacionais do país.
Nós temos muito potencial para adotar modelos como o de Minas Gerais e passar a dar a atenção que os alunos do século XXI merecem e precisam adotando políticas públicas baseadas em evidências!